Não sei o que escrever, confesso. Apenas me apetece escrever, qualquer coisinha, para não te deixar assim abandonado, blog. De qualquer modo, falta pouco para abandonar todos -  e ainda não decidi se é realmente bom para mim fazê-lo.

Digo a mim mesma que sim. Mesmo que não seja bom, é necessário. Inevitável. E por isso, já me conheces, acendo o positivismo que há em mim. Se bem me conheces, sabes também que volta e meia tenho maus-contactos e lá se apaga a centelha de esperança.
Não dura, dou a mim mesma uma murraça e lá se evita uma reparação a sério, desta vez.

...E vou-me entretendo, planeando os detalhes mundanos daquilo que será a minha vida - horários das aulas, dos autocarros, papelada para as matrículas, decorações para o meu quarto, etc... - passo horas a devanear com essas coisas, com as pessoas que hei de conhecer, com o que hei de estudar, com o que hei de viver. Assim impeço-me de pensar no que vou deixar para trás: a antecipação suga o sustento mental à saudade e à nostalgia, qual erva-daninha no meu pensamento. 

Não irei arrancá-la. Afinal, é esta a sua maior utilidade -- toda a gente sabe que estes planos engendrados antes do tempo se desmancham como castelos de cartas à menor brisa, mas enquanto duram povoam-me o cérebro. 

Não completamente. Há sempre um cantinho em que se perfila a imagem de uma despedida dolorosa.
Não te ofendas com a minha aparente indiferença. Guardo a tristeza para quando me for impossível continuar a adiá-la. Virá toda de uma vez, numa vaga gigante. Prometo não me afogar. Prometo manter-nos à tona.
 





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